Dr Morris e Os Vivos

3 de janeiro de 2011


2011 na Lapinha em MG

O voo da gaivota.

A corrida de Anushka.

Frases tchekovianas.

O tempo parado, mudo.

A chuva, insistente, lavando a cagada humana, dá uma trégua.

Olho, vejo, respiro, mas não toco a pedra.

A luz de ontem, um laser amarelo, nem ela, saindo violenta da unha de deus, fura a pedra.

A água.

A água sim, prima irmã do tempo, ela fura.

Fura e revela um buraco negro atolado num silêncio de multidões.

Vinte séculos e uma década.

Os personagens idênticos.

Pois é: A coisa tá russa!

Mas, nisso tudo, o amor, aquela dimensão humana que João Cabral persistia em sua poesia, beija a boca do meu tempo.

A vocês, do lado de cá, pedras moles, muito obrigado.

30/01/2010


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