2011 na Lapinha em MG
O voo da gaivota.
A corrida de Anushka.
Frases tchekovianas.
O tempo parado, mudo.
A chuva, insistente, lavando a cagada humana, dá uma trégua.
Olho, vejo, respiro, mas não toco a pedra.
A luz de ontem, um laser amarelo, nem ela, saindo violenta da unha de deus, fura a pedra.
A água.
A água sim, prima irmã do tempo, ela fura.
Fura e revela um buraco negro atolado num silêncio de multidões.
Vinte séculos e uma década.
Os personagens idênticos.
Pois é: A coisa tá russa!
Mas, nisso tudo, o amor, aquela dimensão humana que João Cabral persistia em sua poesia, beija a boca do meu tempo.
A vocês, do lado de cá, pedras moles, muito obrigado.
30/01/2010
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